Coluna Circulando e a política atual.

Espaço de sobra.

Ana Maria Leal
Julho 16/ 2021

Pelo que tenho ouvido, muitos políticos de longa data morderam a língua por terem considerado, no início deste ano, que a vice-prefeita de Carazinho seguiria o padrão dos antecessores no cargo.

Nomes - muitos devem lembrar - que acabaram afastados daqueles com quem venceram a chapa majoritária, gradativamente sem força política, fadados ao esquecimento.

Waleska Walber não só tem ocupado cada vez mais espaço, como, dizem, está se preparando para ser a prefeita a partir do ano que vem.

Isso porque quem vai concorrer nas eleições de 2022 e for para um cargo em outra esfera daquele que ocupa (por exemplo, prefeito concorrer a deputado estadual), deve renunciar ao cargo.

Ou seja, o afastamento começa antes da eleição e persiste após o pleito, independente do resultado das urnas.

A pessoa não volta mais a sentar na cadeira conquistada pelo voto.

Com o prefeito Milton Schmitz renunciando para disputar as eleições de outubro do ano que vem, a vice será a prefeita.

Há um trabalho forte do MDB e vários setores para que ele dispute uma vaga na Assembleia Legislativa gaúcha.

Nada mais natural que a vice esteja sendo preparada para o momento de ter a caneta em mãos.

Há tempos participa de praticamente todas as agendas com o prefeito, o que facilita para estar inteirada e abordar qualquer um dos assuntos referentes à gestão, bem como conhecer os trâmites da administração pública e tomar as decisões que estarão sob sua tutela.

Nesta semana Waleska cumpriu uma dessas agendas representando o prefeito em compromisso do Comaja com o governador Eduardo Leite (foto) no Palácio Piratini.

Diante desse cenário, ela tem atraído bajuladores como moscas ao mel.

Dizem que, devagarinho, o séquito tem se dividido entre o prefeito e ela, para, no momento certo, não perder valiosa (e muito confortável) posição no governo mantida até este momento.  






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