Saúde

AMRIGS sedia evento Sul-brasileiro sobre manejo da dor

Jornalista Gazeta
Agosto 26 / 2018

De acordo com a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), quatro em cada dez brasileiros sofrem com algum tipo de dor crônica. Regiões Sul e Sudeste concentram a maioria dos pacientes.


Além de doenças que causam distúrbios no organismo e lesões musculares, o estresse, um dos grandes males do século 21, também pode refletir em dores físicas no corpo. Diante deste contexto social, no qual patologias crônicas se entrecruzam com situações pontuais, o interesse pelo tema da dor vem atraindo cada vez mais profissionais da área da saúde, resultando em eventos específicos para debater a questão. A Sociedade Gaúcha para o Estudo da Dor (SOGED) realiza o V Congresso Sul-Brasileiro de Dor e o I Congresso Gaúcho de Cuidados Paliativos.

O assunto foi tratado durante a sexta (24) e sábado (25) em Porto Alegre. Durante a solenidade de abertura o presidente da AMRIGS, Alfredo Floro Cantalice Neto, destacou a situação da Região Sul do Brasil que, de acordo com dados da própria Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), concentra a maior quantidade de pacientes com dor crônica, no Brasil.

- Com o aumento expressivo de diagnósticos nos últimos anos, é importante disponibilizarmos espaços para a promoção de debates científicos para aprimorar o conhecimento dos profissionais e de pesquisadores, oferecendo opções para o bem-estar dos pacientes. Além disso, devemos estar atentos às mudanças culturais, que refletem na saúde da população, pois já sabemos que os hormônios do estresse, como cortisol, aumentam a percepção da dor - comentou Cantalice Neto.

A pesquisa divulgada pela SBED no ano passado aponta que a cada dez brasileiros, quatro sofrem com algum tipo de dor crônica. A maioria destas pessoas (37%) é mulher, vive nas regiões Sul e Sudeste, tem, em média, 41 anos e a intensidade da dor que sentem é forte o suficiente para atrapalhar as suas atividades.

O presidente da SOGED e do evento, Edilson Machado, afirmou que as mudanças exponenciais, em diferentes contextos, estão mais intensas e evidentes na ciência e na medicina. Ele ainda relatou o surgimento de equipes multidisciplinares engajadas no atendimento, ensino e pesquisa, na busca pelo melhor tratamento.

- O programa tem temas atuais, com os mais recentes estudos e tendências no manejo da dor. Além disso, estamos em sintonia com a Associação Internacional de Estudos da Dor (International Association for the Study of Pain (IASP), que escolheu 2018 como o ano global da excelência na educação em dor - explicou Machado.


(Fonte: PlayPress).




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