Coluna Circulando e a política atual.

Sem engrossar o caldo.

Ana Maria Leal
Setembro 13/ 2019

A titular da 39ª Coordenadoria Regional de Educação com sede em Carazinho, a tucana Lisete Jarré, concedeu entrevista para a Rádio Gazeta nesta semana e além de falar sobre a ação de imerção da qual participou na semana passada em Porto Alegre realizada pelo governo do estado com os demais selecionados, não fugiu da resposta sobre o fato de a definição pelo seu nome ter causado uma divisão no PSDB de Carazinho.

Respondeu demonstrando que não quer colocar mais lenha na fogueira.

''_Não posso dizer que fico satisfeita com isso, pois tenho vinculo partidário há muito tempo, já tive outros cargos que foram nomeações partidárias, nunca me desvinculei do partido. Quem tem perfil político sabe como isso é, sou efetiva do município de Carazinho, como isso se reflete na nossa caminhada profissional, sempre continuei na sigla estando ou não na administração, acho que correspondi muito bem quando tive a indicação para cargos políticos, do contrário, continuei trabalhando, em sendo nomeada professora municipal. O que nesse momento eu diria que não gostaria de entrar nessa seara justamente por esse cargo não ter vinculo partidário embora eu tenha, sim, vinculação partidária, todo mundo no município que me conhece sabe dessa vinculação. Eu não poderia deixar de participar de uma seleção para uma área em que gosto de atuar, com a qual me identifico muito, com a qual tive muita experiência, seja na educação municipal, seja na estadual. Simplesmente não poderia deixar de participar por eu ter escolha, vinculo e opção partidária, mas não fui nomeada para discutir essas questões, fui nomeada coordenadora de educação para trabalhar para a melhoria da educação estadual''.

Além de Lisete, a secretária adjunta da secretaria de Educação do estado do Rio Grande do Sul, Ivana Flores, falou com a Rádio Gazeta sobre o processo seletivo proposto pelo Qualifica RS, ressaltando que é um processo seletivo técnico.

''_ Foi um chamamento público, qualquer pessoa dentro de ordem que se especificou, com os critérios para ser coordenadores regionais de educação podiam se inscrever, foram 7 fases até chegar a entrevista final, essa empresa já realizou processos semelhantes no Paraná, Minas Gerais e Goiás. O perfil buscado foi técnico aliado a um perfil de relacionamento regional, que conheça educação, legislações de educação, vivência de educação básica, aliado a comportamento, tratar as pessoas com urbanidade, resiliência, respeito, aliado a técnica, inteligência emocional''.

Ivana lembrou que foram mais de 2.500 pessoas inscritas nesse processo, dos quais se chegou a 150, cada coordenadoria teve no mínimo 8 pessoas para a final, a cargo das bancas, com testes, além da análise do currículo vitae, experiências na educação básica, como via processos educacionais, desde gestão a aprendizagem, como isso acontece na escola, experiência que carregava consigo e poderia proporcionar acréscimo às regionais.

Ivana respondeu ainda sobre o fato de algumas das pessoas selecionadas para coordenadorias no RS fazerem parte de partidos de forte oposição ao governo estadual.

''_É um processo de seleção técnica, não olhamos as preferências que as pessoas tem, de vinculação política, matriz ideológica, enfim, questões religiosas, isso não nos interessa, interessa o perfil técnico de pessoas que sejam capacitadas nas regionais com metas, resultado, essas pessoas assinaram um termo de compromisso com o governo e tem que atingir essas metas, pessoas extremamente qualificadas, a nota mínima foi 92 e a máxima 104, nenhum coordenador que esta hoje nas regionais tem menos de 92 na sua nota, sendo que a máxima foi 104. Sabemos que se está qualificando a educação do Rio Grande do Sul e esses líderes de gestão vão ajudar muito o governo do estado, além disso, três foram selecionados para ser agentes externos de gestão que vão estar em itinerância nas 30 regionais monitorando o trabalho que está sendo realizado''.



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